Anemia falciforme: fisiopatologia, iniquidades terapêuticas e perspectivas de cura
Palabras clave:
Anemia falciforme, transplante de células-tronco hematopoiéticas, doenças hematológicas, terapêutica, edição de genesResumen
A anemia falciforme é uma das doenças hematológicas mais prevalentes no mundo, afetando especialmente populações de ascendência africana, como a brasileira. Caracteriza-se por uma mutação genética que altera a estrutura normal da hemoglobina das hemácias, causando sua deformação e comprometendo a circulação sanguínea. Os mecanismos fisiopatológicos principais, como a oclusão vascular e a inflamação, resultam em diversas manifestações clínicas, incluindo crises dolorosas, síndrome torácica aguda, acidente vascular cerebral, sequestro esplênico, infecções, priapismo, insuficiência renal crônica, carcinoma renal e algumas retinopatias. Este estudo realizou uma revisão bibliográfica da literatura médica, abordando conceitos básicos, fisiopatologia, aspectos clínicos e novas perspectivas de tratamento da anemia falciforme. Foram consultadas fontes publicadas nos últimos dez anos, textos médicos em inglês, espanhol, francês e português de bases de dados relevantes. O manejo a longo prazo envolve o tratamento das complicações agudas, uso de medicamentos e transfusões sanguíneas como primeira linha. O transplante de células-tronco hematopoiéticas é atualmente a alternativa curativa mais difundida, mas apresenta limitações importantes e não é aplicável à maioria dos pacientes. Novos fármacos e terapias de edição genética constituem perspectivas promissoras para o desenvolvimento de uma cura definitiva, visando reduzir complicações, melhorar resultados clínicos e consolidar a qualidade de vida dos pacientes.
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